há 6 dias
João Barbiero

Enquanto partidos e políticos vivem um verdadeiro enrola-enrola sobre quem serão seus candidatos, o que mostra insegurança e falta de planejamento, o PT, em ventos opostos, se antecipa e já define as principais cadeiras. No momento em que os demais candidatos estão entre encantos e desencantos, com vários atores preocupados com seus projetos particulares, o partido saiu na frente e já definiu alguns candidatos para o pleito deste ano. Uma cadeira do Senado já tem nome: Gleisi Hoffmann, que já foi senadora e declarou recentemente que deixará o ministério para enfrentar a eleição. A notícia teve boa aceitação dentro e fora do partido, exceto, é claro, na extrema direita, que obviamente nunca fará qualquer manifestação positiva de qualquer movimentação política da esquerda e vice-versa.
A coragem de Gleisi em ser a primeira a se posicionar mostra vontade de ganhar. Condições técnicas e políticas sobram para ela ser uma senadora importante para o Paraná. Agora só falta combinar com o eleitor.
Gleisi tomou essa decisão em nome de um projeto de governo. Ela não tem mais vontade própria, pois sua representatividade cresceu tanto que o grupo decide e ela aceita e vai à luta. Gleisi não é mais uma candidata de um determinado segmento; hoje ela é uma nuvem, está em todos os segmentos, seus votos estão em quem a conhece, acredita e aprecia seu trabalho. A história de Gleisi se construiu pautada em pilares como fidelidade a um projeto político, coragem de lutar por isso, energia para se preparar para o enfrentamento das demandas, causas claras e evidentes, além de disponibilidade permanente para enfrentar qualquer situação em qualquer momento, a exemplo da prisão do presidente Lula, quando sobraram poucos soldados, que estavam sem arma e sem munição, mas ela e Lula compartilhavam a mesma convicção. Naquele momento, Gleisi não arrendou o pé da guerra, muito menos deixou de lutar em nenhum momento do bombardeio.
Gleisi hoje tem expressão eleitoral no seu partido e nos simpatizantes das suas bandeiras, mas também abriu muitas searas em outras instâncias, como empresários e pensadores que não são extremistas e que observaram nela a capacidade de tomar decisões e atitudes que podem ajudar o estado e o país.
Gleisi conseguiu nesse período, com a mesma desenvoltura, atender o dia a dia da política de balcão e os assuntos mais polêmicos e globais, que no final das contas chegam ao balcão também.
Com grandes chances de vitória, mas consciente das barreiras que o Paraná apresenta, Gleisi está preparada e avalizada por Lula e por Edinho, presidente nacional do PT, a ser candidata ao Senado Federal. E quer saber minha opinião? Vai se eleger.