há 2 horas
Heryvelton Martins

O nascimento do pequeno Davi transformou-se em um momento de tensão e revolta para uma família em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, segundo informações do NDMais. Na manhã da última quinta-feira (22), o recém-nascido caiu no chão e bateu a cabeça durante o parto, ocorrido na recepção do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes. Familiares relatam falhas no acolhimento inicial da gestante.
Júlia, a mãe, deu entrada na unidade por volta das 11h. Segundo a família, ela sentia fortes contrações e apresentava sinais claros de trabalho de parto avançado. A avó da criança, Lilhanne Rodrigues, afirma que a gestante permaneceu na recepção para responder a perguntas cadastrais, mesmo diante dos pedidos de socorro.
"Ela gritava que o bebê já estava coroando, que precisava de atendimento, mas continuaram com as perguntas", relatou Lilhanne.
O parto ocorreu repentinamente na área de entrada. O pai da criança, Carlos Eduardo Ramos da Silva Júnior, presenciou o momento exato do acidente. Segundo ele, as enfermeiras tentaram intervir com um pano, mas não houve tempo hábil para evitar a queda.
"Eu vi realmente o bebê cair no chão, de cabeça. O impacto só não foi maior porque a bolsa não havia estourado totalmente, o que amorteceu a queda", descreveu o pai.
Após o nascimento, Davi passou por exames de imagem. A tomografia computadorizada identificou um coágulo na cabeça do bebê. Ele permanece em observação médica para monitoramento da lesão, mas apresenta quadro estável, alimenta-se bem e dorme com tranquilidade.
Em nota oficial, a Prefeitura de Navegantes lamentou o ocorrido e apresentou sua versão dos fatos. A administração municipal informou que a gestante chegou ao hospital já em trabalho de parto avançado. Segundo a nota, a evolução do nascimento ocorreu de forma muito rápida ("parto taquicárdico"), o que impediu a transferência segura e a tempo para o centro obstétrico.
A Prefeitura reiterou que a equipe de saúde realizou todos os atendimentos necessários no local.
Ainda abalados, os familiares cobram mudanças nos protocolos de atendimento para evitar novos casos. "A gente exige que outras mães não passem por isso. Vou buscar os direitos do meu filho e da minha esposa", declarou Carlos Eduardo ao NDMais.