há 3 horas
Heryvelton Martins

Um caso recente envolvendo um jovem de 19 anos, internado para a retirada de um frasco de desodorante do reto, motivou um importante alerta da comunidade médica. O episódio, ocorrido durante uma exploração sexual, destaca os perigos da introdução de objetos não apropriados no corpo, prática que pode levar a cirurgias complexas, infecções generalizadas e até ao óbito.
Conforme o coloproctologista Daniel Brosco ao G1, situações como essa tornam-se cada vez mais frequentes nos hospitais. O médico relata já ter atendido pacientes que precisaram remover itens inusitados, como batatas, partes de cadeiras, garrafas de vidro e "plugs" anais improvisados.
No caso do jovem de 19 anos, a embalagem subiu para o reto e não pôde ser removida sem intervenção hospitalar.
Especialistas explicam que a anatomia da região favorece acidentes quando não há o uso de acessórios corretos. O intestino realiza movimentos peristálticos (contrações involuntárias) que, somados ao vácuo criado na região do reto, podem "sugar" o objeto para o interior do corpo rapidamente.
"A fantasia não é um problema. O problema é não usar objetos específicos para isso. Imagina se o conteúdo da embalagem vaza ou se o objeto sobe de uma forma que exige cirurgia para retirar? Já tive pacientes que acabaram com infecções graves e faleceram", alerta o médico Daniel Brosco.
Uma perfuração nessa região pode permitir que fezes entrem em contato com a corrente sanguínea ou a cavidade abdominal, desencadeando infecções severas.
Para quem deseja explorar a sexualidade seguramente, a orientação médica é clara: deve-se utilizar apenas brinquedos eróticos (sex toys) fabricados com materiais adequados e anatomia segura.
Base de segurança: É fundamental que o objeto possua uma base alargada ou cordão de segurança que impeça a introdução completa no canal retal.
Lubrificação: Como a região não possui lubrificação natural, o uso de géis lubrificantes reduz o atrito e previne feridas que podem ser portas de entrada para infecções.
Higiene: A limpeza interna (chuca) não é obrigatória e, se feita, exige cautela. O uso de duchas fortes ou objetos pontiagudos para higiene é contraindicado.