há 2 dias
Amanda Martins

A previsão climática divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) aponta um mês de janeiro de 2026 marcado pela irregularidade na distribuição das chuvas em todo o Brasil. Enquanto áreas das regiões Norte, Oeste do Centro-Oeste e parte da Região Sul devem registrar volumes acima da média histórica, outras regiões, como o centro-sul do Nordeste, o centro-norte do Sudeste e o leste do Centro-Oeste, tendem a enfrentar períodos mais secos, com chuvas abaixo do esperado para o período.
No Norte do país, estados como Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e parte do Pará podem receber até 50 milímetros de chuva acima da média, favorecendo a umidade do solo. Em contrapartida, áreas como o centro-sul do Tocantins e o sul de Roraima devem registrar acumulados menores. No Nordeste, a previsão indica chuvas abaixo da média em praticamente toda a Bahia, no centro-sul do Piauí, centro do Maranhão e oeste de Pernambuco, enquanto pontos isolados de estados como Paraíba, Ceará, Alagoas e Maranhão podem ter volumes superiores à média.
A Região Centro-Oeste deve ter chuvas acima do normal em grande parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de áreas de Goiás. Já no Sudeste, São Paulo e o sul de Minas Gerais concentram as áreas com maior probabilidade de chuva acima da média, enquanto Minas Gerais, Espírito Santo e parte do Rio de Janeiro tendem a enfrentar períodos mais secos. No Sul, a expectativa é de volumes acima da média na maior parte dos estados, com exceções pontuais em Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul.
Além das chuvas, o INMET também alerta para temperaturas acima da média em quase todo o território nacional. O aquecimento pode chegar a 1°C acima da climatologia em regiões como Tocantins, sul do Piauí, Goiás e partes do Centro-Oeste. No Sul, as temperaturas devem ficar próximas ou ligeiramente acima da média, especialmente no Paraná e no norte de Santa Catarina.
Essas condições climáticas trazem impactos diretos para a agricultura. No Norte, o excesso de chuva tende a beneficiar o desenvolvimento das lavouras e a recuperação das pastagens, mas o aumento das temperaturas pode elevar o risco de estresse térmico em áreas mais secas. No Nordeste, a combinação de chuvas irregulares e calor intenso pode dificultar a produção de culturas de sequeiro, como milho e feijão, principalmente nas áreas com déficit hídrico.
No Centro-Oeste, as chuvas acima da média devem favorecer as lavouras de primeira safra, embora áreas de Goiás possam enfrentar restrições hídricas. Já no Sudeste, a umidade em São Paulo contribui para o desenvolvimento agrícola, enquanto a falta de chuva em Minas Gerais e Espírito Santo pode comprometer o início do ciclo das culturas. No Sul, o cenário é majoritariamente positivo para as culturas de verão, com destaque para a recuperação das pastagens e o avanço do arroz irrigado no Rio Grande do Sul.
O INMET, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, é responsável por monitorar e divulgar as condições meteorológicas no país e representa o Brasil junto à Organização Meteorológica Mundial desde 1950.