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Amanda Martins

A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) divulgou nesta quinta-feira (19) as justificativas dos jurados para as notas atribuídas às escolas no Carnaval carioca. A planilha detalha os critérios de avaliação e esclarece a polêmica nas redes sociais envolvendo Virginia Fonseca, rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio.
Segundo o Metrópoles, a escola recebeu a segunda pior nota no quesito Bateria, ficando à frente apenas da Acadêmicos de Niterói. Internautas passaram a associar a perda de pontos à atuação de Virginia no desfile. No entanto, as justificativas publicadas indicam que a pontuação se baseou exclusivamente em critérios técnicos ligados ao desempenho musical da bateria.
Entre os avaliadores, Nelson Pestana apontou, no subquesito criatividade e versatilidade, variações rítmicas com falta de fluidez durante as bossas, o que teria gerado quebra de continuidade e sensação de “peso morto”, resultando em desconto de 0,1 ponto. Rafael Barros Castro destacou manutenção da cadência ao longo da apresentação, mas observou dificuldades rítmicas e sugeriu maior complexidade nos padrões utilizados.
Hélcio Eduardo registrou notas máximas em manutenção da cadência e avaliou positivamente a conjugação dos instrumentos e a criatividade das bossas, fechando com nota final 10,0. Já Geiza Carvalho ressaltou equilíbrio sonoro e clareza na execução, mas indicou que o desenvolvimento das propostas criativas poderia ter sido ampliado progressivamente, o que impactou a pontuação no subquesito.
Após a apuração, o mestre de bateria Fabricio Machado de Lima, o Mestre Fafá, assumiu a responsabilidade pelo resultado e afastou a existência de culpados. A Grande Rio terminou em oitavo lugar na classificação geral. Na manhã desta quinta-feira, Fafá apagou todas as publicações do Instagram, onde mantinha registros do trabalho à frente da bateria até pouco antes da divulgação das notas.