há 3 horas
Gabriel Aparecido

Uma operação coordenada entre a 41ª Delegacia Regional de Polícia de Irati e a Delegacia de Polícia de Rebouças prendeu, em flagrante, um jovem de 18 anos acusado de "ciberstalking" e ameaça contra ex-professora, de 40 anos. O acusado foi detido nesta quarta-feira (15) no município de Rebouças, após a conclusão das investigações.
De acordo com o relatório da Polícia Civil do Paraná (PCPR), a vítima compareceu à unidade policial de Irati para relatar a rotina de ameaças e terror psicológico impostas por seu ex-aluno. O autor utilizava diversos meios eletrônicos para entrar em contato com a mulher, enviando mensagens para os e-mails institucionais e pessoais da vítima, além de criar perfis em redes sociais para enviar mensagens de cunho obsessivo e ameaçador.
As mensagens continham teor de ameaça contra a integridade da professora. O jovem enviava frases de extrema violência, declarações obsessivas e, até mesmo, ameaças de morte. O comportamento do supeito apresentou niveis maiores de preocupação quando passou a perseguir amigos e familiares da vítima, enviando mensagens intimidadoras, afirmando que os encontraria em qualquer lugar.
O relatório da PCPR enfatiza que, pela gravidade dos fatos e das ameaças contínuas, as equipes polícias agiram rapidamente. O autor foi localizado em sua residência, no município de Rebouças, onde a prisão em flagrante foi efetuada. Ele deverá responder pelos crimes de PErseguição (cometida dentro do ambiente virtual, configurando "ciberstalking") e Ameaça (pela condição de gênero da vítima).
A autoridade policial optou por não arbitrar fiança, dada a reiteração das condutas e a natureza das ameaças, com a manutenção da custódia para garantir a ordem pública e a segurança da ex-professora. O suspeito confessou a prática das condutas durante o interrogatório e foi encaminhado à Cadeia Pública, onde permanece à disposição da Justiça.
A PCPR reforça a importância da colaboração da população com informações que auxiliem nas investigações. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 (PCPR), 181 (Disque-Denúncia) ou diretamente à equipe de investigação local.