há 2 horas
Redação

O pré-candidato a deputado federal, André Vargas (PT-PR), analisou o cenário político e as movimentações partidárias com foco nas eleições de 2026, durante sua conversa no programa Ponto de Vista, veiculado pelo grupo D’Ponta News em parceria com a Rádio T. Segundo ele, o processo ainda está em fase inicial, marcado pelas pré-candidaturas e por definições que podem alterar o quadro eleitoral.
De acordo com Vargas, a definição da deputada federal Gleisi Hoffmann como pré-candidata ao Senado impacta diretamente a estratégia do Partido dos Trabalhadores. “Ainda está na fase das pré-candidaturas, tudo é possível. Com a definição da Gleisi para o Senado, ela fez 260 mil votos para deputada federal”, destacou. Para ele, o desafio do partido será manter esse capital eleitoral. “Nós precisamos ter esses 260 mil votos ou pelo menos a possibilidade de parte deles permanecerem”, afirmou.
O ex-deputado citou nomes que devem disputar vagas à Câmara Federal pelo PT. Entre eles estão Arilson Chiorato, Luciana Rafagnin e Ana Júlia, atualmente deputado e deputadas estaduais. “No caso do PT, são cinco deputados federais e nós temos sete deputados dados”, avaliou, ao comentar a composição da chapa.
Vargas também mencionou mudanças partidárias e seus reflexos no cenário estadual. “O Requião Filho, que saiu do PT, vai estar no PDT e é candidato a governador”, disse. Ele acrescentou que Renato Freitas deve disputar uma vaga como deputado federal e observou que, dentro do PT, apenas dois deputados estaduais devem permanecer na chapa para a Assembleia Legislativa.
Segundo Vargas, o movimento revela uma estratégia de renovação. “Isso mostra uma estratégia que temos de renovação. Teremos quatro deputados estaduais candidatos a deputado federal, um ex-deputado federal, que sou eu, candidato a federal, além do Tadeu e do Zeca, e também a Marlei, do PP, candidata a deputada federal. Enfim, nós temos uma lista forte”, afirmou.
Na avaliação do ex-parlamentar, a disputa central ocorrerá em Brasília. “Achamos que é lá em Brasília que está a disputa, porque o Lula precisa fortalecer a sua representatividade. O governo do Lula precisa de ajuda na Câmara para não sofrer esse perrengue que a gente lamenta muito, já que hoje a Câmara Federal basicamente só discute emendas, recursos, e não ideias”, criticou.
Sobre o Senado, Vargas lembrou que duas vagas estarão em disputa. “A Gleisi é, obviamente, a candidata oficial, a primeira candidata da chapa”, afirmou. Em relação ao segundo nome, disse que as negociações ainda estão em curso. “O Requião Filho, junto com o PT, está conduzindo uma negociação com o PSB, e nós não sabemos qual é o pleito do PSB”, explicou.
Ele também citou a composição da federação partidária e a presença de outros nomes competitivos. “O Aliel é candidato da federação pelo PV e é candidato à reeleição. Nós temos uma chapa bastante competitiva”, disse. Vargas revelou ainda sua posição pessoal sobre o Senado. “Defendi, inclusive em um artigo que escrevi essa semana, que o Requião pai, o ex-governador Roberto Requião, seja o outro candidato”, afirmou.
Segundo ele, a estratégia passa por oferecer opções fortes ao eleitorado. “Nós temos que ter dois bons candidatos para enfrentar a eleição, porque o eleitor terá duas opções”, ressaltou, lembrando que a renovação do Senado ocorre de forma parcial. Vargas destacou ainda que uma das vagas atualmente pertence ao senador Sergio Moro, eleito na última eleição, enquanto a outra, ocupada por Flávio Arns, estará em disputa.
Por fim, o ex-deputado reiterou sua defesa da candidatura de Roberto Requião. “Eu pessoalmente defendo que o Requião pai seja candidato. Falei com ele, inclusive, em Paranaguá. Ele pontua bem nas pesquisas e seria importante que ele fosse candidato”, concluiu.