há 2 horas
Heryvelton Martins

O início de 2026 traz um sinal de alerta no setor comercial de Ponta Grossa. Pesquisa da Fecomércio PR e Sebrae/PR revela que 43,2% dos empresários locais apontam a carga tributária como principal obstáculo aos negócios, um aumento de 10,5 pontos percentuais ante o semestre anterior.
Esse cenário impulsiona a cidade ao menor índice de otimismo no Paraná, com apenas 15,8% projetando expectativas favoráveis.

A implementação da Reforma Tributária, iniciada em 2026 sem cobrança efetiva inicial, amplifica a percepção de burocracia sem alívio fiscal imediato. Empresários relatam maior dificuldade administrativa, especialmente micro e pequenas empresas, conforme destaca o diretor-técnico do Sebrae/PR, César Rissete. A transição exige planejamento rigoroso para mitigar impactos.
Instabilidade política, citada por 39% dos entrevistados, e juros elevados somam-se aos tributos em um ano eleitoral. Em Ponta Grossa, a reforma municipal aprovada em 2025 ajustou aumentos no IPTU para 30% em 2026, com emendas parlamentares atenuando propostas originais da prefeitura. Mudanças na NFS-e nacional reforçam a necessidade de adaptação rápida por contribuintes.
Apesar das barreiras, 49,1% dos empresários planejam manter seus quadros funcionais, preservando o capital humano em meio às incertezas. Entre os 30,6% dispostos a investir, priorizam modernização de instalações e capacitação de equipes para elevar eficiência operacional. Essas estratégias visam contrabalançar o peso tributário sem paralisar os negócios.