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Ponta Grossa

Tentativa de dobrar construções às margens do Lago de Olarias é vetada por unanimidade

Decisão unânime do Conselho Municipal de Urbanismo barra avanço imobiliário sobre região sensível e reafirma prioridade ao futuro Parque do Lago II

há um dia

Heryvelton Martins

Tentativa de dobrar construções às margens do Lago de Olarias é vetada por unanimidade
Divulgação

O Conselho Municipal de Urbanismo (CMU) de Ponta Grossa reiterou sua dedicação à conservação de um dos mais importantes patrimônios naturais e de entretenimento da cidade: o complexo do Lago de Olarias. Em ata publicada nesta terça-feira (06) no Diário Oficial, o colegiado negou, por unanimidade, um pedido de flexibilização que visava aumentar significativamente a taxa de ocupação de um terreno localizado em uma Zona Especial de Proteção Ambiental (ZEPA).

A solicitação (protocolo 17550/2025) pedia a alteração da taxa de ocupação do solo de 20% para 50% — mais que o dobro do permitido pela legislação atual para aquela área. O terreno em questão trata-se de uma antiga ZR3, agora classificada como ZEPA devido à sua importância ecológica e localização estratégica.

Vigilância sobre a expansão do parque

Durante a análise, os conselheiros adotaram postura rígida contra a especulação imobiliária na área. O conselheiro João Francisco Carneiro Chaves destacou que o imóvel faz divisa direta com a área projetada para o "Lago de Olarias II", a próxima fase de expansão do parque.

O conselheiro Rafael Gustavo Mansani foi enfático ao alertar que o projeto estaria localizado praticamente "em cima do lago", considerando o traçado do futuro lago II, além de estar inserido na Área de Preservação Ambiental (APA). A discussão ressaltou que a região é ambientalmente sensível e exige cautela redobrada na aprovação de novos empreendimentos.

Histórico de desapropriações

A reunião também trouxe à tona o histórico da área. O conselheiro Fabiano Gravena Carlin recordou que o terreno original possuía cerca de 12 mil metros quadrados, dos quais 7 mil já foram desapropriados pelo Poder Público justamente para viabilizar a implantação do parque, restando apenas 4 mil metros quadrados ao proprietário.

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