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Ponta Grossa

Ponta Grossa tem os piores motoristas do Brasil? Veja e entenda sobre

Pesquisa do D'Ponta News cruza informações de órgãos oficiais e aponta que a cidade é melhor posicionada que capitais como São Paulo e Rio de Janeiro

há 2 horas

Heryvelton Martins

Ponta Grossa tem os piores motoristas do Brasil? Veja e entenda sobre
Ilustração / Arquivo / Reinaldo Marcondes
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Diante da percepção comum entre moradores sobre dificuldades no trânsito de Ponta Grossa, uma pesquisa realizada com dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) e Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) revela um cenário diferente da realidade nacional. Ponta Grossa não aparece nos rankings oficiais das cidades com piores motoristas do Brasil.

O cruzamento de dados mostrou que as cidades mais problemáticas no trânsito nacional são São Paulo (16,4 acidentes por 10 mil habitantes), Rio de Janeiro (16,2), Belo Horizonte (16,1) e Curitiba (15,9) — todas acima dos indicadores pontagrossenses.​

Opinião pública vs. realidade dos dados

Uma pesquisa realizada pela empresa Gambling.com com mais de 2 mil entrevistados mapeou a percepção de brasileiros sobre os piores motoristas do país. Os resultados apontam para uma tendência clara: a opinião pública muitas vezes não corresponde aos dados estatísticos reais. São Paulo, Manaus e Rio de Janeiro lideraram a percepção negativa, enquanto Ponta Grossa sequer aparece no ranking das cidades mais votadas como tendo motoristas problemáticos.​

A diferença entre percepção e realidade revela-se fundamental para compreender o fenômeno. Grandes capitais concentram maior volume absoluto de acidentes, o que amplifica a visibilidade do problema e alimenta uma percepção distorcida sobre a qualidade da direção. Ponta Grossa, apesar de seus desafios viários específicos, não integra este grupo das piores avaliações.

Ranking das 10 cidades com maiores taxas de acidentes de trânsito por 10 mil habitantes | D'Ponta News
Legenda: Ranking das 10 cidades com maiores taxas de acidentes de trânsito por 10 mil habitantes | D'Ponta News

O contexto paranaense e nacional

No ranking estadual de mortalidade no trânsito, o Paraná ocupa a 10ª posição com 28,74 mortes por 100 mil habitantes, posicionando-se acima da média nacional de 20,12 — porém longe dos patamares críticos registrados em estados como Piauí (37,66), Mato Grosso (36,52) e Tocantins (33,01).​

Ponta Grossa, especificamente, passou a registrar crescimento preocupante em seus números durante 2024 e 2025. A cidade teve 2.400 acidentes em 2025, com 5.656 feridos e seis mortes, segundo levantamento do Departamento de Trânsito paranaense (Detran-PR). O fator preocupante inclui o fato de que 18% dos condutores envolvidos apresentavam suspeita de embriaguez — um indicador crítico que ultrapassa o comportamento defensivo na direção.​

As motocicletas representam 21% da frota ativa em Ponta Grossa e concentram proporção desproporcionalmente alta nos acidentes, padrão observado também em outras cidades brasileiras onde o crescimento da frota de motos intensificou a vulnerabilidade de condutores.​

Agressividade verbal também não é característica pontagrossense

Pesquisa conduzida pela plataforma Preply analisou a educação no trânsito sob outro aspecto: agressões verbais entre motoristas. São Paulo lidera com 36,2% de incidentes com agressões verbais, seguido pelo Rio de Janeiro (20%) e Bahia (6,6%). O Paraná, no contexto estadual, registra 10,8% de agressões verbais — inferior aos três primeiros colocados e similar a Minas Gerais (10,8%), demonstrando que a educação viária do estado não é particularmente problemática neste aspecto.​

Desafios estruturais específicos de Ponta Grossa

Pesquisas acadêmicas desenvolvidas na Universidade Estadual de Ponta Grossa evidenciam que os principais desafios viários da cidade não estão relacionados à qualidade dos motoristas, mas a fatores estruturais. A topografia acidentada da região, características do traçado das ruas e crescimento acelerado da frota veicular são apontados como causas primárias de congestionamentos e sinistros de trânsito.

Estudos mostram que colisões traseiras, laterais e transversais são as ocorrências mais recorrentes, seguidas por fatores como falta de atenção dos condutores e embriaguez — problema que pode ser abordado por meio de fiscalização mais intensiva, não necessariamente pela competência dos motoristas.​

Crescimento preocupante e resposta municipal

Embora Ponta Grossa não figure nos piores rankings nacionais, o crescimento nos acidentes merece atenção. A Prefeitura de Ponta Grossa implementa medidas para redução de sinistros, incluindo reforço em educação no trânsito e infraestrutura. O aumento de 22,3% nos emplacamentos do município entre agosto de 2025 (após redução de IPVA) sinaliza possível incremento futuro no volume de veículos circulando, tendência que demanda acompanhamento especial das autoridades.​


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