há 2 horas
Heryvelton Martins

O clima de Páscoa já ocupa os corredores dos supermercados de Ponta Grossa, mesmo com o calendário ainda em janeiro. As tradicionais parreiras de chocolate começam a colorir o comércio local e disputam espaço com os itens de volta às aulas. O que chama a atenção dos consumidores, no entanto, não é apenas a antecipação das vendas, mas o preço estampado nas etiquetas.
Alguns Ovos de Páscoa, especialmente os de marcas famosas e com brinquedos licenciados, chegam a custar mais de R$ 150 na cidade. O ajuste nos valores reflete a tendência de alta no mercado de cacau e os custos logísticos da indústria. Para o morador de Ponta Grossa, o cenário exige cautela e organização financeira.
A estratégia do varejo visa garantir vendas antecipadas e testar a recepção do público. No entanto, o impacto no bolso preocupa as famílias. A variação de preços entre diferentes estabelecimentos pode ser significativa, o que torna a pesquisa uma ferramenta essencial para quem não abre mão da tradição.
Diante dos preços elevados dos produtos industrializados, o mercado artesanal ganha força na região dos Campos Gerais. Pequenos empreendedores e confeiteiros locais preparam-se para oferecer opções personalizadas e com valores mais competitivos. A busca por barras de chocolate e a produção caseira também surgem como alternativas econômicas para driblar a inflação do período.
Especialistas em finanças pessoais recomendam evitar compras por impulso neste primeiro momento. A tendência é que promoções surjam mais próximas da data comemorativa, mas o consumidor deve monitorar os preços desde já para identificar as reais oportunidades.