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Artigo: 'Emprego, renda e dignidade: o Brasil que volta a funcionar', por Oliveiros Marques

há um mês

Oliveiros Marques

Artigo: 'Emprego, renda e dignidade: o Brasil que volta a funcionar', por Oliveiros Marques
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Em meio a um cenário mundial adverso, marcado por juros elevados, desaceleração econômica global e incertezas geopolíticas, o Brasil segue produzindo um dado que deveria ocupar o centro do debate público: trabalho. Segundo última CAGED divulgado esta semana, o país criou 85.864 empregos formais em novembro, resultado acima das expectativas do mercado. No acumulado de janeiro a novembro, são quase 1,9 milhão de novas vagas com carteira assinada. Não é pouco. É política pública trazendo resultados objetivos.

Há quem se apresse em destacar a desaceleração frente a 2024. Mas essa leitura isolada ignora o essencial: o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido, o desemprego caiu para 5,2% - a menor taxa da série histórica - e o saldo permanece robusto mesmo sob juros altos que restringem a atividade econômica produtiva estimulando a especulação. Como bem pontuou o ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho, o resultado de 2025 “não é desprezível”. Ao contrário, é positivo e revela resiliência.

Esse desempenho não nasce do acaso. Ele é fruto de uma orientação clara do governo do presidente Lula: colocar o emprego e a renda no centro da estratégia econômica. A reconstrução de políticas industriais, o fortalecimento do crédito produtivo, os investimentos públicos e a retomada do diálogo com trabalhadores e empresários criaram um ambiente mais favorável à geração de vagas formais.

Ao mesmo tempo, o trabalho não é tratado apenas como número, mas como dignidade. A valorização real do salário mínimo, retomada neste governo, devolve poder de compra aos trabalhadores, aquece o mercado interno e reduz desigualdades históricas. Cada real a mais no mínimo circula na economia, impulsiona pequenos negócios e fortalece municípios inteiros.

Nesse mesmo sentido, a política liderada pelo presidente Lula sob a gerência do ministro Fernando Haddad de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil reais e redução para quem recebe desta faixa até R$ 7.350,00 representa um alívio concreto no orçamento das famílias. Não é discurso: é dinheiro no bolso de quem trabalha. É justiça tributária aplicada à vida real.

Claro que os desafios persistem. O próprio ministro Marinho aponta corretamente o impacto dos juros elevados sobre o ritmo da economia. Mas, mesmo com esse freio, o Brasil segue criando empregos e mantendo resultados positivos. Isso diz muito sobre a consistência do projeto em curso.

O que os dados mostram, sem retórica excessiva, é simples: o Brasil voltou a funcionar para quem vive do trabalho. Emprego, salário valorizado e menos imposto para quem ganha menos não são slogans - são escolhas políticas. E, goste-se ou não delas, os números indicam que estão dando resultado.

Oliveiros Marques é sociólogo, publicitário e comunicador político.

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