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Artigo: 'O petroterrorismo e o Governo Trump', por Oliveiros Marques

há 2 dias

Oliveiros Marques

Artigo: 'O petroterrorismo e o Governo Trump', por Oliveiros Marques

Se o conceito de terrorismo defendido pelos Estados Unidos fosse aplicado com coerência, o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro deveria ser classificado sem hesitação como um ato terrorista de Estado. Afinal, segundo a própria doutrina norte-americana, terrorismo é o uso da força ou da ameaça de violência com objetivos políticos, visando constranger governos, intimidar populações e impor interesses estratégicos. Foi exatamente isso que se viu na ação conduzida sob a administração de Donald Trump.

Ao sequestrar um chefe de Estado soberano, à revelia do direito transnacional, os EUA recorreram ao mesmo expediente que dizem combater: a violência política extraterritorial. Não houve autorização da ONU, tampouco respeito à soberania nacional da Venezuela. Houve, sim, o uso do poder militar e de inteligência para impor uma vontade política pela força - elemento central na definição de terrorismo adotada pelo próprio Departamento de Estado norte-americano.

Quando grupos não alinhados aos interesses de Washington recorrem à violência, são prontamente rotulados como terroristas. Quando o Estado americano faz o mesmo, o discurso muda: fala-se em “defesa da democracia”, “libertação” ou “segurança internacional”. Trata-se de uma inversão moral que revela não uma preocupação genuína com valores universais, mas a aplicação seletiva de conceitos conforme a conveniência geopolítica.

O sequestro de Maduro não teve como objetivo proteger direitos humanos ou combater a corrupção, mas sim desestabilizar um governo que desafia interesses estratégicos dos EUA, sobretudo no campo energético. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo e insiste em manter soberania sobre esse recurso. Esse é o verdadeiro crime aos olhos de Washington.

Ao agir dessa forma, o governo Trump institucionalizou o terror como método político: criou medo, instabilidade e violou normas internacionais para atingir fins econômicos e estratégicos. Se isso não é terrorismo, então o termo perdeu qualquer sentido objetivo e passou a ser apenas uma arma retórica usada contra inimigos convenientes.

Reconhecer esse sequestro como terrorismo de Estado não é defender Maduro ou seu governo, mas defender a coerência, o direito entre as nações e o princípio básico de que nenhum país pode se colocar acima da lei. Enquanto a definição de terrorismo for aplicada apenas aos adversários dos EUA, ela continuará sendo não um conceito jurídico, mas um instrumento de dominação imperial.

Oliveiros Marques é sociólogo, publicitário e comunicador político

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