há 2 horas
Publicado por Gabriel Aparecido

A Polícia Federal (PF) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (17), no âmbito da investigação que apura o vazamento de dados da Receita Federal envolvendo autoridades. Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
De acordo com o Metropoles, a operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu à solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR). As identidades dos alvos das buscas não foram divulgadas. Além disso, as investigações apontam que o sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi quebrado indevidamente.
Em paralelo às buscas, a Corte determinou a adoção de medidas cautelares como a proibição de se ausentar da Comarca, o afastamento imediato do exercício de função pública dos investigados, a proibição de ingresso nas dependências do Serpro e/ou da Receita, entre outras determinações. A suspeita é que os dados tenham sido acessados por um servidor do Serpro cedido à Receita Federal.
A apuração sobre os acessos irregulares foi determinada por Moraes. O ministro ordenou que a Receita rastreasse qualquer consulta ou tentativa de acesso envolvendo os atuais dez integrantes da Corte, bem como suas esposas, filhos, irmãos e todos os ascendentes. O relatório deve ser apresentado após o Carnaval. As quebras já identificadas terão duas frentes: uma administrativa e outra criminal.
Caberá à Polícia Federal investigar se a quebra dos dados fiscais da mulher de Moraes e do filho de um dos ministros foi encomendada para ser vendida a terceiros. Como revelado pela Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (16), Moraes pediu a investigação no âmbito do inquérito das fake news, que apura ataques coordenados contra integrantes da Corte nas redes sociais, mas não apontou a identificação das quebras.
O ministro busca identificar a origem de vazamentos para a imprensa sobre informações que o relacionam ao Banco Master. A mulher de Moraes foi contratada pelo banco de Daniel Vorcaro por R$ 129 milhões. O valor do contrato gerou questionamentos pelo fato de o escritório não assinar nenhuma causa para o Master e ser pouco conhecido no meio jurídico.