há 3 horas
Amanda Martins

O Bolsa Familia seguirá como uma das principais despesas do Orçamento federal em 2026. Criado em 2003 e reformulado em 2023, o programa atende atualmente cerca de 18,7 milhões de famílias em todo o país. Segundo o portal Ric, em meio à busca por equilíbrio fiscal e revisão de cadastros, a política social mantém impacto direto na renda de milhões de brasileiros.
O presidente Luiz Inacio Lula da Silva sancionou o Orçamento Geral da União de 2026 com R$ 158 bilhões destinados ao programa. O valor é praticamente o mesmo autorizado em 2025, indicando estabilidade nos gastos após o “pente-fino” realizado no Cadastro Único (CadÚnico). A estratégia do governo é manter o alcance dentro dos critérios atualizados, priorizando famílias em situação de pobreza e extrema pobreza.
Na prática, o custo mensal ultrapassa R$ 13 bilhões. Apenas em janeiro de 2026, foram mais de R$ 13,1 bilhões para atender 18,77 milhões de famílias. O Nordeste concentra o maior volume de recursos, com cerca de R$ 6 bilhões repassados no primeiro mês do ano. Em seguida aparecem Sudeste, Norte, Sul e Centro-Oeste.
Embora o piso nacional seja de R$ 600 por família, o valor médio pago chegou a R$ 697,77 em janeiro. O montante é ampliado por adicionais de R$ 150 por criança de até 6 anos, R$ 50 para gestantes e R$ 50 para crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos. A política prevê reforço à primeira infância, permanência escolar e acompanhamento pré-natal.
Além do impacto social, o programa também é analisado sob a ótica econômica. Especialistas apontam efeito multiplicador no consumo local, enquanto economistas liberais criticam o aumento de despesas permanentes e defendem maior foco em inserção produtiva. O governo afirma que o Bolsa Família já possui condicionalidades em saúde e educação e que as revisões no CadÚnico devem gerar economia estimada em R$ 3 bilhões em 2026, reforçando o controle fiscal.