há 11 horas
Amanda Martins

Lideranças de partidos do Centrão e até da base governista no Senado avaliam que o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria pode dificultar ainda mais a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o Metrópoles, há a percepção de que o tema da redução de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro é sensível no Congresso e conta com ampla familiaridade entre os parlamentares. Nesse contexto, a decisão do Palácio do Planalto teria potencial para gerar desgaste político e resistência no Senado.
Um senador aliado do presidente afirmou que o impacto poderia ter sido minimizado caso o veto tivesse sido parcial. Na avaliação do parlamentar, a opção pelo veto integral tende a pesar negativamente sobre o ambiente político necessário para a aprovação do nome de Messias. “Se ele vetasse uma parte, ficaria mais fácil para o Messias. Vetando integralmente, vai pesar mais”, disse à coluna.
Às vésperas das comemorações de Natal, Lula se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no Palácio da Alvorada. De acordo com senadores governistas, o encontro teve caráter formal e não tratou diretamente da indicação ao STF, embora parlamentares avaliem que a reunião possa ter contribuído para a retomada do diálogo entre os dois líderes.
As divergências entre Lula e Alcolumbre tiveram início após a indicação de Jorge Messias ao Supremo, anunciada em 25 de novembro de 2025. Na ocasião, o presidente do Senado defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ocupar a vaga na Corte.