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Gabriel Aparecido

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Massa, Laticínios, Carnes, Derivados e Alimentação (STIMLACA) tem realizado atos em protesto da falta de reajuste salarial na categoria desde a última segunda-feira (19). Os atos já aconteceram na filial da BRF em Ponta Grossa e, nesta quinta-feira (22), acontecem na filial da JBF em Carambeí. Ao D'Ponta News, o presidente do STIMLACA, Luis Pereira dos Santos, confirmou que as greves devem começar a ser deflagradas a partir da próxima terça-feira (27).
Os manifestantes têm se reunido em frente às filiais das multinacionais pela região com faixas que estampam frases como: "o trabalho em frigorífico adoece"; "Pelo direito de aposentar antes de morrer dentro de um frigorífico"; "Para os empresários, tempo é dinheiro, para o trabalhador, é vida". Além das duas sedes nos Campos Gerais, as paralisações também deverão ser observadas no município de Dois Vizinhos.
Segundo ele, as paralisações terão incío na industria da JBF, em Carambeí. Em sequência, as greves deverão começar em Ponta Grossa e em Dois Vizinhos, na filiais da BRF.

Segundo Luis, a principal motivação por trás dos protestos tem sido a demora de uma proposta e a falta de um acordo em comum entre as empresas e o setor. Em complemento, ele relata que têm sido feitas negociações desde outubro de 2025, mas ainda sem a chegada de um acordo em comum.
Segundo ele, o reajuste salarial proposto pela empresa "é uma vergonha", por estar baseado apenas no aumento inflacionário que, na prática, não representaria um aumento real para os trabalhadores. Ligado a esta demanda, ele conta que, no momento, é oferecido um vale-alimentação de R$ 400 para os funcionários. A empresa, entretanto, teria oferecido um aumento de R$ 30 no valor do benefício oferecido.
Além disso, ele traz que, dentro do setor, o salário está defasado, com poucos aumentos registrados durante os anos. "Um funcionário com mais de 30 anos de casa recebe um salário de apenas R$ 1.950", acusa. Durante a fala, o representante sindical complementa a acusação, afirma que esta é uma situação de maltratos para a categoria, que já possui salários baixos.

Questionado sobre a proposta do Sindicato para a empresa, o representante foi sucinto e manteve-se nos pontos de discussão pontuados anteriormente. Em primeiro lugar, eles pedem 1% de ganho real no salário oferecido hoje pelas empresas. Além disso, os manifestantes exigem o aumento do valor do vale-alimentação para, no mínimo, R$ 500. "Ainda é um valor baixo, mas é o que pedimos para podermos realizar uma assembleia", conclui.
O D'Ponta News entrou em contato com as empresas citadas pelo representante sindical, mas até o momento da publicação não obteve retorno. O espaço permanece aberto para o posicionamento.