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Publicado por Amanda Martins

Prestes a completar 63 anos de fundação, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) recebeu, na última sexta-feira (16), a reafirmação do rating AAA (triplo A) com perspectiva estável pela agência Moody’s Local Brasil. A avaliação coloca a companhia no patamar mais alto da escala nacional de risco de crédito, indicando solidez financeira e baixo risco para investidores.
Segundo a Sanepar, a classificação funciona como um selo de confiança para a atração de novos investimentos e reforça a capacidade da empresa de manter o ritmo de expansão e de avançar na universalização do saneamento no Paraná. A agência considerou, entre outros fatores, demonstrações e projeções financeiras, contratos comerciais, estrutura societária, aspectos jurídicos e relatórios de gestão da companhia.
A reafirmação do triplo A ocorre em um cenário de desafios econômicos e operacionais no setor de saneamento. Desde 2021, a Moody’s mantém a Sanepar na mais elevada posição de rating, refletindo, segundo a avaliação, uma política financeira considerada robusta mesmo diante das exigências do marco legal do saneamento e das metas contratuais estabelecidas com o poder concedente.
O relatório da Moody’s destaca como diferenciais os contratos de concessão de longo prazo, a demanda resiliente pelos serviços, a geração de caixa estável e previsível e o desempenho operacional sólido. A agência aponta índices de cobertura de água e esgoto superiores à média nacional, além de um índice de perdas abaixo do observado em outras companhias do setor.
Outro ponto ressaltado é a forte posição de mercado da Sanepar, que atua em 346 municípios, com contratos uniformizados até 2048 em 343 deles. A Moody’s também considera positiva a perspectiva de expansão geográfica por meio de parcerias e participação consorciada em concorrências de saneamento.
A avaliação ainda destaca o crescimento do faturamento entre 2024 e 2025 e os elevados índices de atendimento, com 100% de cobertura de água tratada e 81,9% de atendimento com rede coletora de esgoto. Segundo a agência, a expectativa é de crescimento orgânico dos volumes, sem a necessidade de obras transformacionais, mantendo um fluxo de caixa operacional em relação à dívida bruta acima de 25%.
Por fim, o relatório leva em conta o plano plurianual de investimentos da companhia, que prevê R$ 13,1 bilhões entre 2026 e 2030. O volume de recursos é considerado compatível com o desafio da universalização do saneamento e com a necessidade de garantir a segurança hídrica na área de concessão da empresa.