há 2 horas
Heryvelton Martins

O futuro do saneamento básico no Paraná e os impactos diretos para os moradores de Ponta Grossa foram os temas centrais da 11ª Assembleia dos Colegiados Microrregionais, realizada no Museu Oscar Niemeyer. O encontro, que reuniu autoridades estaduais e municipais, destacou Ponta Grossa como um modelo de diálogo técnico com a Agência Reguladora do Paraná (AGEPAR).
Durante o evento, o programa "AGEPAR nos Municípios" enfatizou que a proximidade com a gestão de Ponta Grossa tem sido fundamental para desmistificar o papel da regulação. O trabalho conjunto foca no equilíbrio entre o usuário, a prefeitura e a Sanepar, garantindo que a fiscalização resulte em serviços mais eficientes para a população.
Um dos anúncios mais impactantes feito pelo Secretário das Cidades, Guto Silva, foi a construção de 5.000 banheiros rurais em todo o estado. A medida visa combater um dado alarmante revelado pelo Paranacidade: 77% das comunidades rurais paranaenses ainda não possuem mapeamento de seus sistemas de saneamento.
Para viabilizar essas obras e garantir a segurança hídrica diante das mudanças climáticas, o Estado confirmou a captação de recursos junto ao Banco Mundial e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com previsão de liberação em fevereiro de 2026.
A Assembleia também aprovou a readequação das metas de prestação de serviço da Sanepar. O objetivo é antecipar o marco legal, buscando atingir:
99% de cobertura no abastecimento de água.
90% de atendimento em esgoto sanitário.
O calendário para 2026 já foi definido, com novas reuniões deliberativas agendadas para os meses de março, junho e novembro. A participação de Ponta Grossa nessas discussões é garantida pela estrutura das Microrregiões de Água e Esgoto (MRAE-2).