há 2 horas
Amanda Martins

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta terça-feira (27) uma nota em suas redes sociais em homenagem ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em meio a acusações de antissemitismo feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o portal Ric, na manifestação, o chefe do Executivo reforçou a defesa dos direitos humanos e o combate aos discursos de ódio, ao autoritarismo e ao preconceito étnico e religioso.
Na publicação, Lula destacou a importância de manter viva a memória dos crimes cometidos contra o povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo o presidente, lembrar o Holocausto é fundamental para alertar sobre os riscos que ideologias autoritárias e discursos discriminatórios representam para a humanidade. Ele afirmou que essas práticas foram elementos centrais na construção de uma das maiores tragédias do século XX.
O presidente também relembrou sua atuação diplomática em defesa da criação da data comemorativa. De acordo com Lula, em 2004, durante um encontro com Israel Singer, então representante do Congresso Judaico Mundial, ele assinou uma petição à Organização das Nações Unidas (ONU) para que o dia 27 de janeiro fosse oficialmente reconhecido como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, data que marca a libertação do campo de concentração de Auschwitz.
Na nota, Lula ressaltou que a data simboliza não apenas a lembrança das vítimas, mas também a solidariedade às famílias afetadas e ao sofrimento de todo um povo. O presidente afirmou ainda que o dia representa a defesa dos direitos humanos, da convivência pacífica entre as nações e do fortalecimento das instituições democráticas.
A manifestação ocorre no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro acusou Lula de antissemitismo durante a “Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo”, realizada em Israel. No evento, o senador declarou que as críticas feitas ao presidente brasileiro seriam baseadas em suas ideias, conselheiros, palavras e ações, além de elogiar a política externa dos Estados Unidos, classificada por ele como um novo modelo de cooperação internacional.
De acordo com informações divulgadas anteriormente, Lula já afirmou que o governo brasileiro não tem problemas com o Estado de Israel, mas mantém críticas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A posição foi reiterada em declarações feitas em outubro de 2025, quando o presidente destacou a distinção entre o país e a condução política do atual governo israelense.