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Mistério: Entenda as menções ao Brasil nos novos documentos do caso Epstein

Documentos revelam detalhes de esquema de exploração sexual e citam possíveis conexões brasileiras no caso que envolve figuras influentes

há 3 horas

Heryvelton Martins

Mistério: Entenda as menções ao Brasil nos novos documentos do caso Epstein
Divulgação
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Jeffrey Epstein foi acusado de comandar, sobretudo no início dos anos 2000, um esquema de exploração e tráfico sexual envolvendo adolescentes, com aliciamento de vítimas, pagamentos em dinheiro e atuação em diferentes imóveis e contextos sociais de alto poder aquisitivo.

A morte dele na prisão, em 2019, a condenação de Ghislaine Maxwell e a divulgação recorrente de arquivos e registros judiciais mantêm o caso no centro do debate público, inclusive com menções ao Brasil.​

Como o esquema teria funcionado

Segundo a acusação descrita em reportagens com base em investigações e processos, entre 2002 e 2005 Epstein pagava “centenas de dólares” para meninas irem a propriedades dele e realizarem atos sexuais, e algumas vítimas também eram usadas para recrutar outras garotas. Há relatos e acusações de coerção e de abuso em propriedades em Nova York, Flórida e Novo México, além de uma ilha particular no Caribe citada no contexto do caso.

O governo dos EUA chegou a afirmar, em documentos/investigações citados pela imprensa, que ele explorou sexualmente mais de 250 meninas menores de idade.

Linha do tempo (pontos-chave)

A investigação inicial ganhou força em 2005 após denúncias em Palm Beach, na Flórida, e Epstein acabou firmando em 2008 um acordo na esfera estadual, com pena de prisão e registro como agressor sexual, o que seria mais tarde alvo de críticas e questionamentos.

Em julho de 2019, ele foi preso novamente e acusado federalmente em Nova York por tráfico sexual, mas morreu em agosto de 2019 dentro da prisão; autoridades concluíram suicídio. Depois, o foco criminal se deslocou para possíveis cúmplices e facilitadores, com destaque para Ghislaine Maxwell.​

Pessoas envolvidas: quem é quem (e o que isso significa)

Ghislaine Maxwell é a figura mais diretamente responsabilizada após Epstein: foi condenada por recrutar meninas menores de idade para a rede de exploração sexual ligada a ele e recebeu sentença de 20 anos de prisão.​ Nos arquivos e processos aparecem também nomes de políticos e celebridades citados por depoimentos, e-mails, registros e narrativas de vítimas; isso não equivale, por si só, a acusação criminal ou prova de participação em crime.

Entre os nomes mencionados em documentos públicos e em reportagens sobre esses materiais estão Bill Clinton e o príncipe Andrew (André), que negam irregularidades; no caso de Andrew, há referência a alegações em depoimentos e a consequências reputacionais e institucionais (perda de títulos/afastamento de funções), apesar de ele negar envolvimento criminoso.​

Donald Trump também aparece citado em arquivos e no debate público sobre transparência e divulgação de documentos; reportagens descrevem que há menções ao nome dele em materiais do caso e uma acusação civil que foi retirada em 2016, além de controvérsia política sobre a liberação de arquivos e sobre a existência (ou não) de uma “lista de clientes”.​

“Arquivos de Epstein”, lista de clientes e limites do que dá para afirmar

A imprensa descreve que as investigações reuniram milhões de documentos (dados, fotos, vídeos, áudios e relatórios), parte em sistemas do FBI, e que a circulação de teorias sobre uma “lista de clientes” alimenta disputas políticas e narrativas conspiratórias. O Departamento de Justiça dos EUA, segundo reportagens, afirmou não haver evidências de que Epstein mantinha uma “lista de clientes” e também indicou não haver base para a tese de assassinato, mantendo a conclusão de suicídio.

Por isso, quando um nome aparece em arquivo, agenda, e-mail ou registro de voo, a leitura jornalisticamente responsável é separar “menção” de “acusação” e de “condenação”, e checar contexto (quem cita, em que condição, e se há corroboração).​

Onde o Brasil entra no caso

Documentos liberados e reportagens citam menções ao Brasil, incluindo referência a um “agente” que teria obtido meninas menores de idade quando Epstein esteve no país, além de relatos jornalísticos de que brasileiras — incluindo adolescentes — teriam sido levadas a uma festa em uma casa de Epstein nos EUA.

Os arquivos também trazem trocas de mensagens sobre interesse em negócios no Brasil (como comprar uma agência de modelos e ideias de concurso de beleza), e há menções a Jair Bolsonaro e Lula em e-mails que, segundo a reportagem, não estariam relacionadas ao escândalo sexual.

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