há 2 horas
Amanda Martins

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai integrar a comitiva presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em viagem à Índia, prevista para fevereiro. Com a agenda internacional, Haddad deve adiar a saída do comando da equipe econômica, inicialmente prevista para ocorrer até o fim de janeiro por questões pessoais.
Segundo o Metrópoles, a programação em Nova Delhi está marcada para os dias 19 e 20 de fevereiro, logo após o Carnaval. Com isso, a expectativa é de que o ministro deixe o cargo apenas no final do próximo mês. A participação na viagem reforça o papel de Haddad nas articulações do governo em um momento de intensificação das relações internacionais.
No cenário político, Haddad é apontado como principal nome do PT para disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado pelo estado. O próprio ministro, no entanto, tem demonstrado resistência em retornar às disputas eleitorais, afirmando que pretende se afastar da vida pública e atuar nos bastidores da campanha de Lula.
Apesar disso, Haddad reconheceu recentemente que ainda não há decisão tomada sobre seu futuro político. As pressões internas do partido e do presidente da República para que ele concorra nas eleições de outubro podem levá-lo a reavaliar os planos. Segundo relatos, o ministro tem ouvido Lula, que trabalha para convencê-lo a entrar na disputa.
Na Índia, a comitiva brasileira participará de um seminário sobre inteligência artificial, além de uma visita de Estado do presidente. A viagem ocorre em meio ao esforço do governo brasileiro para ampliar vínculos econômicos e abrir o mercado indiano a produtos nacionais, diante da necessidade de diversificar parceiros comerciais após a imposição de tarifas dos Estados Unidos ao Brasil.
As tratativas com a Índia vêm sendo intensificadas desde outubro, quando o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) liderou missão oficial em Nova Delhi para ampliar o fluxo de comércio e investimentos. Após os compromissos no país asiático, Lula seguirá para Seul, na Coreia do Sul, onde terá agenda bilateral voltada à abertura de mercados, com foco especial na exportação de carne brasileira.