há 14 horas
Amanda Martins

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (09) que o governo não pretende recuar diante da onda de protestos que atinge o país há 13 dias consecutivos. Este foi o primeiro pronunciamento público de Khamenei desde o início das manifestações, registradas no fim de 2025.
Segundo o Metrópoles, os protestos têm como principal motivação a grave crise econômica enfrentada pelo país, agravada por décadas de sanções internacionais impostas após a Revolução Islâmica de 1979. A deterioração das condições de vida tem mobilizado milhares de pessoas em diferentes regiões do Irã.
Em seu discurso, Khamenei atribuiu a instabilidade a supostos “sabotadores” que, segundo ele, estariam agindo para agradar o presidente dos Estados Unidos e provocar uma intervenção estrangeira. O líder iraniano declarou que a República Islâmica não cederá diante do que classificou como ações de destruição.
“Todos devem saber que a República Islâmica do Irã, fundada com o sacrifício de centenas de milhares de pessoas honradas, não recuará diante daqueles que causam destruição”, afirmou o aiatolá.
Na quinta-feira (08, o país ficou praticamente incomunicável com o exterior após um apagão na internet. De acordo com a plataforma NetBlocks, especializada no monitoramento do ciberespaço, o corte tornou todos os sites iranianos inacessíveis.
Diante da repressão aos manifestantes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou uma possível intervenção norte-americana caso haja morte de civis durante os protestos.
Considerada a maior onda de manifestações desde 2022, a crise já deixou ao menos 36 mortos. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), 34 das vítimas eram manifestantes mortos em confrontos com as forças de segurança. Outros dois mortos eram agentes do Estado iraniano.