há 11 horas
Amanda Martins

O papa Leão XIV afirmou, nesta sexta-feira (09), que a liberdade de expressão vem perdendo espaço, sobretudo nos países ocidentais. A declaração foi feita durante um discurso a embaixadores acreditados junto à Santa Sé, na Sala das Bênçãos, no Vaticano, durante a tradicional cerimônia de saudações de Ano-Novo.
Segundo o Metrópoles, em sua fala, o pontífice demonstrou preocupação com o que classificou como uma redução acelerada do debate livre e plural. Segundo Leão XIV, esse cenário estaria acompanhado pelo surgimento de uma linguagem que, sob o argumento da inclusão, acaba por excluir aqueles que não compartilham determinadas visões ideológicas.
“É doloroso ver como, especialmente no Ocidente, o espaço para a genuína liberdade de expressão está diminuindo rapidamente. Ao mesmo tempo, uma nova língua de estilo orwelliana está se desenvolvendo, que, na tentativa de ser mais inclusiva, acaba excluindo aqueles que não concordam às ideologias que as estão alimentando”, afirmou o papa.
Além do tema da liberdade de expressão, Leão XIV abordou conflitos internacionais e voltou a defender soluções políticas e pacíficas para crises em curso. O pontífice mencionou a guerra na Ucrânia e o conflito na Faixa de Gaza, reforçando a necessidade de diálogo como caminho para a superação das tensões.
O papa também comentou a situação na Venezuela, citando com preocupação as recentes tensões no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, relacionadas a uma operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no último sábado (03). Para Leão XIV, o cenário exige prudência e compromisso com o bem comum.
“As crescentes tensões no Mar do Caribe e ao longo da costa do Pacífico americano também são motivo de séria preocupação. Reitero meu apelo urgente para que se busquem soluções políticas pacíficas para a situação atual, tendo em mente o bem comum dos povos e não a defesa de interesses partidários”, declarou.
Ao final do discurso, o pontífice renovou o apelo para que a vontade do povo venezuelano seja respeitada e que os direitos humanos e civis sejam garantidos. Segundo ele, apenas com estabilidade institucional e respeito à população será possível construir um futuro de concórdia no país sul-americano.