há 12 horas
Amanda Martins

O presidente do Sicredi na regional Campos Gerais e Grande Curitiba, Márcio Zwierewicz, destacou durante sua participação no programa Ponto de Vista, do D’Ponta News em parceria com a Rádio T, sobre as diferenças entre o modelo cooperativista e o sistema bancário tradicional, reforçando que, na cooperativa, o correntista também é dono do negócio e participa dos resultados.
Segundo ele, a principal diferença começa na forma de participação. “Num banco, exceto se você é acionista, você é apenas cliente e o resultado fica para o dono do banco. Na cooperativa, todos são associados”, afirmou.
Zwierewicz explicou que, ao abrir uma conta e integralizar um capital, que pode ser de R$ 5, o correntista se torna sócio da instituição. “Você integraliza um pequeno capital e se torna proprietário da cooperativa. Como sócio, tem direito de votar e de participar dos resultados”, disse.
De acordo com o presidente, na cooperativa o lucro é consequência, e não finalidade principal. “Claro que precisamos ter resultado para distribuir ao próprio associado, mas nosso primeiro foco é bem servir, bem atender a quem tem conta com a gente”, ressaltou. “Isso faz com que o resultado permaneça na região, em prol do próprio associado e das comunidades onde atuamos.”
Zwierewicz também comparou o modelo de atendimento. “Hoje a rede bancária está seguindo para que todo relacionamento seja somente por aplicativo. Nós não renegamos a tecnologia, temos um dos melhores aplicativos do mercado, mas mantemos as estruturas físicas, com agências e pessoas para atender pessoas”, destacou.
No Paraná, as 25 cooperativas Sicredi somam 480 agências. No Brasil, já são mais de 3.100 unidades. Segundo ele, a instituição emprega, em média, uma pessoa para cada 150 associados, enquanto a rede bancária convencional emprega uma para cada 1.500 correntistas.
“O nosso slogan é ‘Você tem com quem contar’, então a pessoa encontra com quem falar”, afirmou.
O sistema já alcançou 10 milhões de associados no país e projeta dobrar esse número nos próximos cinco anos. “A gente vislumbra chegar a 20 milhões de associados. Cada associado se torna um defensor da marca”, disse.
Na regional Campos Gerais e Grande Curitiba, o Sicredi conta atualmente com 230 mil associados. A meta até 2030 é superar 500 mil cooperados e atingir 100 agências. “A gente brinca que queremos 100 com C, enquanto alguns concorrentes estão ficando com 100 com S, fechando agências”, comentou.
Em 2025, a cooperativa regional encerrou o ano com R$ 290 milhões em sobras, como é chamado o resultado financeiro. O valor é dividido entre reinvestimento na cooperativa, distribuição aos associados e investimentos sociais.
“Uma parte reinveste para melhorar o atendimento, outra parte volta para o associado e outra é aplicada em programas sociais, ambientais e educacionais”, explicou.
Mais de R$ 15 milhões foram destinados a iniciativas sociais na região, incluindo o Fundo Social, que beneficiou 150 projetos em Ponta Grossa e Curitiba, com investimento superior a R$ 2,3 milhões. “Mais de 50% das ações de educação financeira no país são feitas pelo Sicredi”, destacou.
Para quem ainda não é associado, o presidente faz um convite. “Vá conhecer uma agência do Sicredi, tome um café, converse com as pessoas e sinta a diferença desse atendimento próximo”, afirmou.
Ele reforça que o cooperativismo oferece uma experiência diferente na vida financeira. “Muitas vezes você está há 20 ou 30 anos num banco e nunca participou do lucro dele. No Sicredi, todo ano uma parte do resultado volta para você. Não custa experimentar.”
Segundo Zwierewicz, o cooperativismo de crédito representa um modelo consolidado em países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França, onde entre 30% e 40% da população é associada a cooperativas. “É uma união de pessoas onde todos são donos. O recurso fica na sociedade e os resultados são distribuídos para todos”, concluiu.