há 2 horas
Carlos Solek

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal (DPA) e da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) da Capital, deflagrou na manhã desta segunda-feira (26) uma operação para o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados ao caso de maus-tratos contra o cão Orelha. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Operações com Cães – COPC e ocorreu em Florianópolis.
Os mandados foram expedidos no âmbito das investigações que apuram atos infracionais de maus-tratos a animais e outros ilícitos, supostamente praticados por adolescentes, e o crime de coação no curso do processo, envolvendo fatos registrados na região da Praia Brava. As diligências tiveram como objetivo a preservação de elementos de prova para os procedimentos policiais.
Durante a operação, foram cumpridos mandados em residências de adolescentes suspeitos e também nas casas de seus responsáveis legais. Além disso, foram realizadas buscas em endereços ligados a adultos investigados por suposta coação relacionada ao andamento do processo. Aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e passarão por análise. Diversas pessoas estão sendo ouvidas a respeito.
De acordo com a investigação conduzida pela DPA e pela DEACLE, quatro jovens foram identificados como suspeitos da prática dos atos infracionais de maus-tratos. Paralelamente, a Polícia Civil também identificou três adultos suspeitos de envolvimento em ações de coação e que são familiares dos adolescentes suspeitos.
Os investigados estão sendo ouvidos nesta segunda-feira (26) para prestar esclarecimentos sobre os fatos. Finalizados os procedimentos na Polícia Civil, serão remetidos ao Poder Judiciário e para apreciação do Ministério Público.
O caso
O cão Orelha, de 10 anos, teve de ser submetido a um processo de eutanásia depois de ser covardemente agredido na Praia Brava, em Florianópolis. Ao menos quatro adolescentes são apontados como suspeitos.
O caso aconteceu no dia 15 de janeiro e vem ganhando força na internet, com mobilizações pedindo justiça pela morte do animal.
da PCSC