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Revista D'Ponta

Para economista da UEPG, Brasil deve obter ganhos colaterais da disputa entre EUA e China em 2026

Segundo o especialista, economias perto da fronteira tecnológica também tendem a preservar investimentos em pesquisa e desenvolvimento e difusão de inteligência artificial

há 21 dias

Edilson Kernicki

Para economista da UEPG, Brasil deve obter ganhos colaterais da disputa entre EUA e China em 2026
FOTO: DIVULGAÇÃO

A expectativa para a economia em 2026 é de crescimento global heterogêneo e contido por três forças que o empurram para baixo: comércio anêmico sob tarifas mais altas e incerteza geopolítica; custo de capital ainda acima do padrão da década de 2010; e reposição de estoques cautelosa após um 2025 volátil. A avaliação é do professor Celso José Costa Junior, doutor em Desenvolvimento Econômico (UFPR) e docente do Departamento de Economia da UEPG.

Segundo o especialista, economias perto da fronteira tecnológica tendem a preservar investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e difusão de inteligência artificial (IA) e automação, enquanto os mais distantes da fronteira devem sofrer com o arrefecimento do comércio e com margens comprimidas. “Implicações para o Brasil envolvem demanda externa mista – agro e energia/metais com sustentação relativa; manufaturas pressionadas por custos de insumos; e competição asiática. A moderação da absorção doméstica ajuda a aliviar importações e melhora gradualmente o saldo comercial, mas a balança de serviços e rendas segue frágil”, explica.

Disputa EUA-China

Além disso, deve haver uma reconfiguração geográfica: investimentos migram, mas com “capex” (aquisição de ativos) mais caro e curvas de aprendizagem que adicionam custo no curto prazo. “Para o Brasil, há ganhos colaterais da disputa EUA – China, abrindo espaço para a soja brasileira na China, sustentando volumes e preços relativos do complexo agro. Já os riscos envolvem segmentos ligados a bens de capital, e autopeças podem ver margens comprimidas. Fabricantes intensivos em insumos importados precisarão rever mix de fornecedores, contratos e estoques-alvo”, observa.

A partir de 1º de janeiro, passa a vigorar o Mecanismo de Ajuste Fronteiriço de Carbono da União Europeia (UE), que deixa o período apenas declaratório e passa a ter implicações financeiras. “O importador na UE deverá comprar certificados equivalentes às emissões embutidas no produto importado, com monitoramento, reporte e verificação por instalação sempre que possível. A cobertura inicial – ferro-aço, cimento, alumínio, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio, além de alguns derivados – se aproxima gradualmente do custo efetivo do EU ETS [Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia] à medida que caem as alocações gratuitas até 2034", conclui o professor.

Conteúdo publicado originalmente na edição 310 (nov) da revista D'Ponta

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