há um dia
Rafael Guedes

A saúde financeira é uma das maiores preocupações dos brasileiros no início do ano. Dados do Serasa Experian mostram que 78,2 milhões de pessoas tinham contas em atraso em setembro de 2025, o maior número desde 2016. Isso significa que quase metade da população adulta do país (47,9%) está inadimplente. Além disso, o valor das dívidas em atraso superior a 90 dias chegava a R$ 482 bilhões. Entre as causas do endividamento, estão os juros altos, o orçamento familiar apertado e a busca por crédito de curto prazo. O crescimento das apostas esportivas e dos cassinos on-line também contribuiu para esse cenário.
O conselho da economista Cleise Maria de Almeida Tupich Hilgemberg, diretora do Centro de Educação Empreendedora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (CEE-UEPG), para sair do sufoco e ter mais qualidade de vida é investir na organização financeira. “Eu costumo dizer que o dinheiro foi feito para gastar, mas sempre com muita responsabilidade”, afirma, destacando que fazer isso pode ser mais simples do que as pessoas imaginam. “O primeiro passo é estabelecer objetivos pequenos e com metas curtas, depois é possível pensar em objetivos de longo prazo e metas mais ousadas”, ensina.
Cleise defende que é fundamental manter o orçamento pessoal ou familiar atualizado e anotar todas as despesas. “Existem vários modelos de orçamentos, mas nada melhor do que a velha e boa cadernetinha. Anote suas despesas básicas como aluguel, luz, internet, água, escola, entre outros. Essa é uma forma simples de você entender como está gastando o seu dinheiro e planejar o seu futuro”, orienta.
Outra dica da economista é acompanhar o orçamento periodicamente. “Não adianta você anotar e não olhar o que está acontecendo. Estabeleça um período para olhar, semanalmente ou quinzenalmente, e vá ajustando as contas para fechar sempre dentro do planejado”, sugere, destacando que a saúde financeira é indispensável para uma vida mais tranquila.
Conteúdo publicado originalmente na edição 310 (nov) da revista D'Ponta